País/Ano: França, 2001
Gênero: Comédia
Duração: 122 min
Dirigido por Jean-Pierre Jeunet, com Andrey Tatou, Mathieu Kassovitz, Rufus, Lorella Cravolta, Serge Merlin e James Debbouze.
O filme começa de forma interessantíssima,
com o narrador apresentando vários acontecimentos simultâneos – e aparentemente
irrelevantes – à fecundação do óvulo que originará Amelie. Após isso, mostra o
crescimento da garota, seu relacionamento com os pais e sua vida monótona sem
amigos. Uma das cenas mais legais do início do filme é quando o peixinho –
único animal de estimação de Amelie –, deprimido, tenta se suicidar. E o pior é
que ele não consegue! Tanto que a mãe da garota, cansada de toda aquela
história, resolve jogá-lo fora no rio.
Amelie mal tinha contato físico com o pai.
Por isso todo mês, quando ele fazia exames nela, ficava nervosa com aquele
mínimo toque e seu coração acelerava. Isso fez com que seus pais acreditassem
que ela tinha uma rara anomalia no coração, e acabaram privando-a de frequentar
a escola e ter contato com outras crianças. E, para completar, Amelie se vê
obrigada a lidar com a repentina e prematura morte da mãe em um acidente nada convencional.
Tudo isso influenciou fortemente o seu
crescimento e a forma como via o mundo e as coisas; Amelie passou a viver em um mundo interior
completamente seu. Quando cresce, muda-se para um bairro em Paris, onde começa
a trabalhar como garçonete. Um dia, porém, descobre uma caixinha com brinquedos
e figurinhas no banheiro da nova casa, e descobre ter pertencido a um dos
antigos moradores. Amelie toma uma decisão que vai mudar sua vida: vai
encontrar o ex-dono do objeto e lhe devolver o pertence.
Esse é o pontapé inicial para um dos filmes
mais bonitos que eu já vi. Como devem ter percebido, trata-se de uma obra bem
simples, com uma temática leve e atraente. Então por que o filme é tão bom?
Porque depois de assistir apenas vinte minutos dele, não tem como você não se
apaixonar por Amelie Poulain.
É uma personagem divertida e bastante
esquisita. Não, ela não é uma aberração de filmes de comédia; é uma mulher
atraente, com um sorriso simpático e um olhar simplesmente encantador. Aparenta
ter uma inocência quase infantil, mas na verdade consegue captar pequenos
detalhes da vida capazes de tornar quem os compreende completamente feliz.
Amelie percebe no filme que seu destino é
fazer os outros felizes. Isso através de atitudes simples, como devolver a um
velho seu brinquedo de sua infância... Unindo com algumas poucas palavras um homem
e uma mulher que se viam todos os dias... E se vingando de um feirante que era
maldoso com seu ajudante. Mas tudo começa a se complicar quando ela conhece o
amor e se descobre apaixonada
O
Fabuloso Destino de Amelie Poulain é delicioso, atraente e, é claro,
emocionante. Eu nunca tinha visto nada parecido antes, um filme que com sua calma
consegue agitar a nossa alma, nos fazendo sorrir toda vez que Amelie abre
aquele lindo sorriso e nos agitar todas as vezes que ela apressa o passo, decidida.
E quanto à Andrey Tatou?
Olha, eu simplesmente amo essa atriz.
por Diego B. Oliveira


