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17 julho, 2013

Cine Resenha: O Fabuloso Destino de Amelie Poulain

     Após assistir a versão cinematográfica de O Código Da Vinci, acabei me apaixonando pela atriz Andrey Tatou, que interpreta Sophie Neveu no filme. Pesquisando a filmografia dela, descobri que ela já era internacionalmente famosa por interpretar a personagem-título de um filme de 2001 que eu nunca tinha ouvido falar: O Fabuloso Destino de Amelie Poulain. Curioso – e apaixonado - corri atrás do filme e procurei assisti-lo o mais rápido possível. E tive uma agradável surpresa.
     




Filme: O Fabuloso Destino de Amelie Poulain
País/Ano: França, 2001
Gênero: Comédia
Duração: 122 min
Dirigido por Jean-Pierre Jeunet, com Andrey Tatou, Mathieu Kassovitz, Rufus, Lorella Cravolta, Serge Merlin e James Debbouze.






   O filme começa de forma interessantíssima, com o narrador apresentando vários acontecimentos simultâneos – e aparentemente irrelevantes – à fecundação do óvulo que originará Amelie. Após isso, mostra o crescimento da garota, seu relacionamento com os pais e sua vida monótona sem amigos. Uma das cenas mais legais do início do filme é quando o peixinho – único animal de estimação de Amelie –, deprimido, tenta se suicidar. E o pior é que ele não consegue! Tanto que a mãe da garota, cansada de toda aquela história, resolve jogá-lo fora no rio.


    Amelie mal tinha contato físico com o pai. Por isso todo mês, quando ele fazia exames nela, ficava nervosa com aquele mínimo toque e seu coração acelerava. Isso fez com que seus pais acreditassem que ela tinha uma rara anomalia no coração, e acabaram privando-a de frequentar a escola e ter contato com outras crianças. E, para completar, Amelie se vê obrigada a lidar com a repentina e prematura morte da mãe em um acidente nada convencional.

    Tudo isso influenciou fortemente o seu crescimento e a forma como via o mundo e as coisas; Amelie passou a viver em um mundo interior completamente seu. Quando cresce, muda-se para um bairro em Paris, onde começa a trabalhar como garçonete. Um dia, porém, descobre uma caixinha com brinquedos e figurinhas no banheiro da nova casa, e descobre ter pertencido a um dos antigos moradores. Amelie toma uma decisão que vai mudar sua vida: vai encontrar o ex-dono do objeto e lhe devolver o pertence.

    Esse é o pontapé inicial para um dos filmes mais bonitos que eu já vi. Como devem ter percebido, trata-se de uma obra bem simples, com uma temática leve e atraente. Então por que o filme é tão bom? Porque depois de assistir apenas vinte minutos dele, não tem como você não se apaixonar por Amelie Poulain.

    É uma personagem divertida e bastante esquisita. Não, ela não é uma aberração de filmes de comédia; é uma mulher atraente, com um sorriso simpático e um olhar simplesmente encantador. Aparenta ter uma inocência quase infantil, mas na verdade consegue captar pequenos detalhes da vida capazes de tornar quem os compreende completamente feliz.

    Amelie percebe no filme que seu destino é fazer os outros felizes. Isso através de atitudes simples, como devolver a um velho seu brinquedo de sua infância... Unindo com algumas poucas palavras um homem e uma mulher que se viam todos os dias... E se vingando de um feirante que era maldoso com seu ajudante. Mas tudo começa a se complicar quando ela conhece o amor e se descobre apaixonada

    O Fabuloso Destino de Amelie Poulain é delicioso, atraente e, é claro, emocionante. Eu nunca tinha visto nada parecido antes, um filme que com sua calma consegue agitar a nossa alma, nos fazendo sorrir toda vez que Amelie abre aquele lindo sorriso e nos agitar todas as vezes que ela apressa o passo, decidida.
    E quanto à Andrey Tatou?

    Olha, eu simplesmente amo essa atriz.

por Diego B. Oliveira