P�ginas

Mostrando postagens com marcador Perfil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Perfil. Mostrar todas as postagens

26 agosto, 2013

Perfil: Steven Stielberg

    Mesmo quem não sabe quem é Steven Spielberg sabe quem é Steven Spielberg. Afinal, sempre que passa um filme dele na Sessão da Tarde o locutor entusiasmado faz questão de anunciar: "uma superprodução do cinema dirigida por Steven Spielberg". É uma das raras ocasiões em que o nome de um diretor é anunciado na tevê, e, pra completar, em uma condição de prestígio maior que a do próprio elenco do filme.
    Afinal, estamos falando do mestre das superproduções.

    Spielberg tem em seu currículo uma enorme série de filmes, que se tornaram sucessos de bilheterias, público e de crítica. Já foi indicado a sete Oscar de Melhor Diretor, tendo levado duas estatuetas: pelo filme A Lista de Schindler, de 1993, e por O Resgate do Soldado Ryan, de 1998. A Lista de Schindler também levou o Oscar de Melhor Filme.
    Pra se ter uma ideia, Spielberg começou a dirigir com apenas 13 anos de idade! Nessa época, ele venceu um concurso de curta-metragem com um documentário sobre guerra de 40 minutos. E daí por diante não pararia mais. Hoje, diretor consagrado, tem uma riqueza estimada em 3,2 bilhões de dólares; já os seus filmes renderam, até o momento, 8,5 bilhões de dólares em todo o mundo.
    A filmografia de Spielberg é realmente extensa; mesmo uma lista dos melhores filmes do diretor ficaria enorme.

    Vamos fazer uma lista, portanto, dos seus filmes mais conhecidos pelo grande público, em ordem cronológica. E tenho certeza de que já ouviram falar de muitos deles...
    Olha só:



Contatos Imediatos do Terceiro Grau, de 1978


Em uma pequena cidade americana vive Roy Neary (Richard Dreyfuss), um chefe de família que, ao presentir a chegada de alienígenas, tem o seu comportamento alterado. Ele fica obcecado pela idéia e começa a investigar a situação, buscando o local de contato dos ET's. Como ele, diversas outras pessoas sentem a presença extraterrestre e rumam para o local do pouso da nave.



E.T. - O Extraterrestre, de 1982


Um garoto faz amizade com um ser de outro planeta, que ficou sozinho na Terra, protegendo-o de todas as formas para evitar que ele seja capturado e transformado em cobaia. Gradativamente, surge entre os dois uma forte amizade. Esse filme é considerado uma das maiores bilheterias da história do cinema, e é a produção que gravou a ouro o nome de Spielberg em Hollywood.



Quadrilogia Indiana Jones, de 1981 a 2008

    Indiana Jones é um dos personagens mais populares do cinema. O famoso arqueólogo estrela quatro filmes: Os Caçadores da Arca Perdida, de 1981, O Templo da Perdição, de 1984, A Última Cruzada, de 1989 e O Reino da Caveira de Cristal, de 2008. O personagem imortalizado por Harrison  Ford é um grande aventureiro, que acima de tudo sempre defendia o valor histórico e cultural de artefatos e tesouros cobiçados pelas mais diversas mentes criminosas do planeta.



A Cor Púrpura, de 1986


Georgia, 1909. Em uma pequena cidade Celie (Whoopi Goldberg), uma jovem com apenas 14 anos que foi violentada pelo pai, se torna mãe de duas crianças. Além de perder a capacidade de procriar, Celie imediatamente é separada dos filhos e da única pessoa no mundo que a ama, sua irmã, e é doada a "Mister" (Danny Glover), que a trata simultaneamente como escrava e companheira. Grande parte da brutalidade de Mister provêm por alimentar uma forte paixão por Shug Avery (Margaret Avery), uma sensual cantora de blues. Celie fica muito solitária e compartilha sua tristeza em cartas (a única forma de manter a sanidade em um mundo onde poucos a ouvem), primeiramente com Deus e depois com a irmã Nettie (Akosua Busia), missionária na África. Mas quando Shug, aliada à forte Sofia (Oprah Winfrey), esposa de Harpo (Willard E. Pugh), filho de Mister, entram na sua vida, Celie revela seu espírito brilhante, ganhando consciência do seu valor e das possibilidades que o mundo lhe oferece.



Trilogia Jurassic Park, de 1993 a 2001

    Da trilogia, Steven Spielberg dirigiu apenas os dois primeiros filmes: Jurassic Park - O Parque dos Dinossauros, de 1993 e O Mundo Perdido de Jurassic Park, de 1997. Em Jurassic Park III Spielberg volta apenas como produtor. Todo mundo já conhece a história do parque onde vivem gigantescos clones dos extintos dinossauros; há desdes os grandes herbívoros aos perigosos carnívoros. E o parque, que era para ser uma grande e única atração turista, se torna um lugar perigoso onde todos tem que lutar pela própria vida.

A Lista de Schindler, de 1993


A inusitada história de Oskar Schindler (Liam Neeson), um sujeito oportunista, sedutor, "armador", simpático, comerciante no mercado negro, mas, acima de tudo, um homem que se relacionava muito bem com o regime nazista, tanto que era membro do próprio Partido Nazista (o que não o impediu de ser preso algumas vezes, mas sempre o libertavam rapidamente, em razão dos seus contatos). No entanto, apesar dos seus defeitos, ele amava o ser humano e assim fez o impossível, a ponto de perder a sua fortuna mas conseguir salvar mais de mil judeus dos campos de concentração.



O Resgate do Soldado Ryan, de 1998


Ao desembarcar na Normandia, no dia 6 de junho de 1944, capitão Miller (Tom Hanks) recebe a missão de comandar um grupo do segundo batalhão para o resgate do soldado James Ryan, caçula de quatro irmãos, dentre os quais três morreram em combate. Por ordens do chefe George C. Marshall, eles precisam procurar o soldado e garantir o seu retorno, com vida, para casa.



A.I. - Inteligência Artificial, de 2001


Na metade do século XXI, o efeito estufa derreteu uma grande parte das colatas polares da Terra, fazendo com que boa parte das cidades litorâneas do planeta fiquem parcialmente submersas. Para controlar este desastre ambiental a humanidade conta com o auxílio de uma nova forma de computador independente, com inteligência artificial, conhecido como A.I. É neste contexto que vive o garoto David Swinton (Haley Joel Osment), que irá passar por uma jornada emocional inesquecível.



Guerra dos Mundos, de 2005


Ray Ferrier (Tom Cruise) é um homem divorciado que trabalha nas docas. Ele não se sente à vontade no papel de pai, mas precisa cuidar de seus filhos, Robbie (Justin Chatwin) e Rachel (Dakota Fanning), quando eles lhe fazem uma de suas raras visitas. Pouco após eles chegarem Ray presencia um evento que mudará para sempre sua vida: o surgimento de uma gigantesca máquina de guerra, que emerge do chão e incinera tudo o que encontra. Trata-se do primeiro golpe de um devastador ataque alienígena à Terra, que faz com que Ray pegue seus filhos e tente protegê-los, levando-os o mais longe possível das armas extra-terrestres.



Lincoln, de 2012


Baseado no livro “Team of Rivals: The Genius of Abraham Lincoln”, de Doris Kearns Goodwin, o filme se passa durante a Guerra Civil norte-americana, que acabou com a vitória do Norte. Ao mesmo tempo em que se preocupava com o conflito, o o 16º presidente norte-americano, Abraham Lincoln (Daniel Day-Lewis), travava uma batalha ainda mais difícil em Washington. Ao lado de seus colegas de partido, ele tentava passar uma emenda à Constituição dos Estados Unidos que acabava com a escravidão.



   Steven Spielberg segue trabalhando  a todo vapor em Hollywood. E sabe o que isso significa? Que certamente inúmeros grandes sucessos ainda estão por vir...


por Diego B. Oliveira

    

04 agosto, 2013

Perfil: Rick Riordan

     Rick Riordan é um dos maiores escritores infanto-juvenis da atualidade e talvez o maior criador de séries da história do Universo (exagera não, Diego!). Tá bom, o fato é que o autor está envolvido na criação de cinco bem sucedidas séries literárias. No panteão dos maiores escritores juvenis de todos os tempos, Riordan só fica atrás da grandiosa J. K. Rowling.

    Nascido em 5 de junho de 1964, Rick Riordan vive atualmente no Texas, junto com a mulher e dois filhos. Seu primeiro livro,  Tequila Vermelha, foi publicado m 1997 nos EUA, dando origem à premiada série adulta Tres Navarre. Mas seu primeiro - e maior - sucesso veio em 2005, quando lançou o livro O Ladrão de Raios, que daria início à famosa e bem sucedida série Percy Jackson e os Olimpianos. A série já vendeu mais de 10 milhões de exemplares em todo o mundo.
     Bora fazer uma excursão pela rica obra desse autor?




Série Tres Navarre

Tres Navarre é uma série policial adulta de sete livros, escrita entre 1997 e 2007. Os livros seguem a história de Jackson "Tres" Navarre, um professor de inglês que acaba se tornando detetive particular.




Cold Springs - Vingança e Redenção no Texas

    Cold Springs é o único livro de Rick Riordan que não virou série. Também é um livro de ficção adulto, e conta a história de um homem que acaba visitando o passado para impedir que a filha de um amigo cometa os mesmos erros cometidos por sua filha anos atrás. 




Série Percy Jackson e os Olimpianos
A história de um garoto que descobre ser um semideus ganhou o mundo. A série tem cinco livros, mas além de contar com alguns complementos, acabou originando uma outra série, Os Heróis do Olimpo. Percy Jackson, após descobrir que é filho do deus grego Poseidon, parte para o Acampamento Meio-Sangue, onde junto com Anabeth Chase e Grover Underwood embarcará nas mais diversas aventuras.



Série The 39 Clues
Em português, As 39 Pistas. Embora tenha sido criada por Rick Riordan, o único livro do autor nessa série é justamente o primeiro, O Labirinto de Ossos, e uma parte do último, Ascensão dos Vesper. A série conta com 11 livros e foi escrita por um total de 7 escritores.



Série As Crônicas dos Kane
A série As Crônicas dos Kane, planejada como uma trilogia, é ambientada e inspirada na Mitologia Egípcia. Narra a história de Sadie Kane e Carter Kane, que descobrem ser descendentes de dois faraós: Narmer e Ramsés o Grande.



Série Os Heróis do Olimpo

Também baseada na mitologia greco-romana, a série Os Heróis do Olimpo pode ser vista como uma continuação de Percy Jackson e os Olimpianos. Percy Jackson e Anabeth Chase fazem parte dos sete meio-sangues da nova grande profecia. Muitos personagens da série original retornam nessa nova, em papéis secundários. A série terá 5 livros, dos quais 3 já foram publicados, e se encerrará em 2014. 



*



    E, é claro que depois de tanto sucesso, também viriam as adaptações para o cinema. Até agora, dois livros da série Percy Jackson foram adaptados para as telonas: O Ladrão de Raios e Mar de Monstros, sendo que este último vai estrear agora, no dia 07 de agosto, nas salas de cinema norte-americanas.





    Por tudo isso, posso dizer que Rick Riordan é um escritor simplesmente olímpico.


por Diego B. Oliveira


23 julho, 2013

Perfil: Jane Austen

    Jane Austen é uma das escritoras mais populares da atualidade.
    Mas, peraí... ela não tá morta há quase duzentos anos?
   Sim; a inglesa nasceu em 1775 e morreu em 1817. Então, deixa eu corrigir: Jane Austen é uma das escritoras mais populares de todos os tempos.
   Mesmo assim, convenci ela a fazer uma visitinha no quadro Perfil de hoje; fica com medo não, quem veio foi o espírito literário dela, hehe.


    Pra começar, ela era filha do reverendo George Austen e de Cassandra Leigh; foi a segunda mulher dentro de sete irmãos. Aos oito anos, ela e sua irmã Cassandra foram enviadas para um internato, onde recebeu educação; quando voltou do colégio interno, pôde ter acesso à biblioteca da família.

    Aos dezenove anos, a autora terminou seu primeiro livro, Lady Susan. Em 1797, já tinha concluído dois romances: Razão e Sensibilidade e Orgulho e Preconceito. Quando o pai dela os ofereceu à uma editora, foram rejeitados; a publicação só veio a acontecer em 1811 e 1813, respectivamente,  sendo assinados pelo codinome "uma senhora".

    A principal característica dos romances dela é a busca da mulher pelo casamento. Os seus livros são marcados pela ironia ao retratar alguns personagens; por mais que sua obra possa parecer simples e inocente, percebe-se nas entrelinhas uma critica à sociedade e aos seus costumes.

    Jane Austen nunca se casou, mas acredita-se que ela teve vários namorados durante sua vida. Morreu em 1817, aos 42 anos, vítima do mal de Addison, deixando inacabado o romance Sanditon.

     Vamos conhecer um pouco da obra dessa autora?

Orgulho e Preconceito (1813)


Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, protofeminista. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína — recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na classe em que nasceu.






Razão e Sensibilidade (1811)





Este romance concentra sua narrativa nas idílicas tramas de amor e desilusão em que duas belas irmãs inglesas se envolvem - Elinor e Marianne Dashwood - quando chega a idade do casamento. À procura do amor verdadeiro, as filhas órfãs de uma família pertencente à pequena nobreza enfrentam o mundo repleto de interesses e intrigas da alta aristocracia. Marianne e Elinor representam polos opostos do universo ético de Austen - enquanto Marianne é romântica, musical e dada a rompantes de espontaneidade, Elinor é a encarnação da prudência e do decoro. 





Mansfield Park (1814)


A tímida Fanny Price vive desde criança com parentes ricos em Mansfield Park, uma bela propriedade no interior da Inglaterra. Com o tempo, aproxima-se de Edmund, único entre seus primos que compartilha sua paixão pelos livros. A chegada dos irmãos Henry e Mary Crawford à vizinhança encanta todos os habitantes de Mansfield Park – exceto Fanny, a única capaz de perceber a imoralidade dos recém-chegados. Dotada de uma fantástica ironia e uma incrível capacidade de observação, Jane Austen retrata a sociedade inglesa do início do século XIX. Com sua trama repleta de conflitos sentimentais e personagens frívolas, sonhadoras e ambiciosas, este romance destaca o triunfo da verdadeira virtude sobre as aparências. Esta edição de bolso teve tradução de Mariana Menezes Neumann.





Emma (1816)




Emma Woodhouse, uma jovem bonita, inteligente e encantadora, está decidida a jamais se casar. Ela já possui toda a fortuna e a independência de que precisa e sente-se perfeitamente satisfeita com sua situação, o que não a impede de se divertir planejando casamentos entre as pessoas que a cercam. Ao conhecer Harriet Smith, uma moça de status social mais baixo, Emma decide ajudá-la a encontrar um pretendente que seja um verdadeiro cavalheiro. Porém, a jovem descobre que interferir demasiadamente na vida dos outros pode por em risco a própria felicidade. Para garanti- la, Emma deve superar seus preconceitos e compreender melhor o que se passa em seu coração. Marcado pela inigualável ironia de Jane Austen e repleto de diálogos geniais, Emma é um retrato vívido da situação das mulheres na Inglaterra do início do século XIX.



Persuasão (1818)


O enredo deste empolgante livro gira em torno dos amores de Anne Elliot que se apaixonara pelo pobre, mas ambicioso jovem oficial da marinha, capitão Frederick Wentworth. A família de Anne não concorda com essa relação e a convence romper seu relacionamento amoroso. Anos após Anne reencontra Frederick, agora cortejando sua amiga e vizinha, Louisa Musgrove. "Persuasão" é amplamente apreciado como uma simpática história de amor, de trama simples e bem elaborada, e exemplifica o estilo de narrativa irônica de Jane Austen, sendo original por diversos motivos, entre eles, pelo fato de ser uma das poucas histórias da escritora que não apresenta a heroína em plena juventude. O romance também é um apanágio ao homem de iniciativa, através do personagem do capitão Frederick Wentworth que parte de uma origem humilde e que alcança influência e status pela força de seus méritos e não através de herança. 


A Abadia de Nothanger (1818)

A Abadia de Northanger é considerado um dos trabalhos mais ligeiros e divertidos de Jane Austen. De facto, para além dos ambientes aristocráticos da fina-flor inglesa do século XVIII, encontramos aqui uma certa dose de ironia, sátira e até comentário literário bem-humorado.
Catherine Morland é porventura a mais estúpida das heroínas de Austen. A própria insistência no termo “heroína” ao longo da obra e a constatação recorrente do quão pouco este epíteto se adequa à personagem central fazem parte da carga irónica da história. E se Catherine é ingênua para lá do que seria aceitável, e o seu amado Henry a personificação de todas as virtudes masculinas mais do que seria saudável, a perfídia dos maus da fita - amigos falsos, interesseiros e fúteis – não lhes fica atrás no exagero. Tudo isto seria deveras irritante não fora o tom divertido com que Austen assume ao longo das duas partes que constituem este livro o quão inverosíméis são as suas personagens… 



    Todos os principais livros delas foram adaptados para o cinema, sendo algumas adaptações bem recentes. Destaque para Orgulho e Preconceito, de 2005, com a dupla Joe Wright na direção e Keira Knightley estrelando. É um dos meus filmes preferidos, além do mais, eu amo a Keira. 


    O livro Razão e Sensibilidade também ganhou, em 1995, uma belíssima adaptação com Emma Thompson (nossa querida Profª Trelawney), Alan Rickman (nosso grandioso Profº Snape), Kate Winslet e Hugh Grant. Com sete indicações para o Oscar, o filme venceu na categoria Melhor Roteiro Adaptado, pelo roteiro de Emma Thompson.



    Em 1996, a sempre linda Gwyneth Paltrow estrelou Emma, ao lado de Jeremy Northram, James Cosmo e o brilhante Ewan McGregor. O filme foi indicado a dois Oscar, e venceu em uma categoria.




    Se você ainda não leu Jane Austen, vale a pena ler; principalmente se você gosta do gênero romance. Afinal, ela é a mãe da forma moderna desse gênero. E a eterna mestra.

Fonte das Imagens: Google Imagens
Fonte das Sinopses dos Seis Livros: Skoob e Editora Record
.
por Diego B. Oliveira


15 julho, 2013

Perfil: Johnny Depp

    E o quadro Perfil de hoje está bem versátil. Mas a culpa não é minha, eu juro! O responsável por todas essas cores macabras e excêntricas é nada menos que um dos atores mais carismáticos de Hollywood: Johnny Depp.
    Não adianta negar a verdade inevitável: ele é o meu ator preferido. Não só meu, mas de muita gente por aí; afinal, que outro ator poderia se orgulhar de ter dado vida a tantos personagens famosos e simplesmente inesquecíveis?
    Fiz aqui uma pequena lista com cinco de seus personagens mais conhecidos, em ordem cronológica. E, se não estou enganado, vocês já ouviram falar de boa parte deles...




Edward Mãos de Tesoura
    Esse foi o primeiro grande sucesso do ator, e também o primeiro filme em que fez parceria com Tim Burton. A relação Depp-Burton é uma das mais bem sucedidas da história do cinema.



Capitão Jack Sparrow
    Já ouviram falar de algum capitão pirata que só vive bêbado? Não? É, imaginei. Mas com certeza vocês já ouviram falar em Jack Sparrow. Esse é o personagem de maior êxito do ator e, talvez, (de um filme não animação) da própria Disney.




Willy Wonka
     “Willy Wonka, Willy Wonka, ele é o mestre no que faz, Willy Wonka, Willy Wonka, chocolate bom demais!” Vou nem dizer quais são as chances de já terem escutado essa musiquinha... Mas tem muita gente que torce o nariz pra versão do Tim Burton de A Fantástica Fábrica de Chocolate. Tô nem aí.




Sweeney Todd
    Acho que nem tantos conhecem o barbeiro demoníaco da Rua Fleet. Mas posso estar enganado... Além do mais, nesse filme o ator mostra que sabe cantar e que não foi à toa que já teve uma banda de rock. Outro incrível filme com o Burton.




Chapeleiro Maluco
    Esse adorável personagem de Alice no País das Maravilhas é o resultado de mais uma com o Burton. Alguém tem dúvida de que Depp e Burton devem continuar essa parceria por mais alguns séculos?



   Não seria nenhuma surpresa se eu dissesse que o meu personagem preferido dele – e em todo o cinema! – é o capitão Jack Sparrow. Não consigo explicar por quê... Acho que, lá no fundo, é porque sou um pirata de espírito bêbado e alma aventureira...

por Diego B. Oliveira

09 julho, 2013

Perfil: Christopher Nolan

  Geralmente, os filmes mais aclamados pela crítica moderna são aqueles de baixo orçamento e que grande parte do público nunca ouviu falar. São dirigidos por diretores igualmente desconhecidos, mas venerados pelos críticos e pelos fãs do cinema culto. Acabou-se criando, portanto, um paradigma, ou melhor, um preconceito  que persegue os grandes blockbusters, as superproduções, os filmes de grande sucesso de bilheteria. Mal são lançados e a grande crítica já começa a descrevê-los como sem conteúdo, bobos e culturalmente irrelevantes. Trata-se de um preconceito do qual poucos diretores conseguem escapar; e, dentre esses poucos, o nome mais expressivo no momento é, sem dúvida, o britânico-americano Christopher Nolan.

    Nascido em 30 de julho de 1970, em Londres, Nolan passou sua infância tanto na capital britânica quanto em Chicago, EUA. Ainda criança fez o seu primeiro filme, utilizando uma câmera Super-8 de seu pai e seus bonecos. Aos 19 anos, teve seu primeiro curta exibido na PBS, emissora pública de televisão estadunidense. Em 1997, se casou com Emma Thomas, que mais tarde se tornaria a produtora de seus filmes.



    Seu primeiro longa-metragem, Following, estreou em 1998. Independente e com um custo de apenas US$ 6.000, o filme ganhou grande destaque no Festival de Cinema de San Francisco, e seu sucesso fez com que o estúdio Newmarket Films garantisse a produção do próximo roteiro de Nolan. E o filme Memento, de 2000, alcançou um enorme sucesso de crítica, sendo indicado ao Oscar e ao Globo de Ouro na categoria Melhor Roteiro. O nome de Christopher Nolan já ganhava destaque em Hollywood, como um diretor respeitado pela crítica e cada vez mais aceito pelo público.





     Sua grande consagração veio em 2005, quando o super-herói Nolan salvou a franquia do Batman do enorme poço que Joel Schumacher a levara em 1997 com Batman e Robin. O filme Batman Begins se tornou um enorme sucesso de crítica e público, sendo considerado na época uma das melhores produções do gênero em todos os tempos. Nolan contou a origem de um dos mais populares super-heróis das HQs em uma trama densa, inteligente e realista, fazendo o público acreditar que era perfeitamente possível um bilionário excêntrico varar as noites fantasiado de morcego, combatendo o crime.



    Em 2008, o mundo foi ao cinema assistir O Cavaleiro das Trevas. A sequência de Batman Begins quebrou recordes de bilheterias e se tornou o quarto filme a ultrapassar a marca de 1 bilhão de dólares mundialmente. A crítica o recebeu com estrondoso entusiasmo, consagrando-o entre os melhores filmes de todos os tempos; além de se tornar um fenômeno cult, a produção contou com a impecável e marcante interpretação de Heath Ledger como o Coringa, dando ao personagem o status de possível maior vilão da história do cinema. Christopher Nolan ganhou um prestígio tão grande que a Warner Bros., maior produtora de filmes da atualidade, disponibilizou milhões de dólares para a produção de um filme baseado em um projeto pessoal do diretor. Isso seria arriscado com qualquer outra pessoa, mas Nolan havia provado que sabia fazer dinheiro e, ao mesmo tempo, agradar a crítica.



    A Origem, estrelado por Leonardo Di Caprio e lançado em 2010, se tornou outro imenso blockbuster, arrecadando mais de 800 milhões de dólares ao redor do mundo e sendo indicado a oito categorias do Oscar, das quais levou quatro estatuetas. A crítica, é claro, aplaudiu de pé. 



    E o sucesso não terminou por aí; em 2012, Batman teve seu desfecho épico no último filme da trilogia, O Cavaleiro das Trevas Ressurge. O resultado foi mais de 1 bilhão de dólares em bilheterias, mais recordes quebrados, e o reconhecimento da crítica.
    Seja como for, Christopher Nolan vem seguindo os passos do também aclamado diretor Steven Spielberg, mesclando superproduções cinematográficas com enredos inteligentes e cativantes, e está a caminho de se tornar um dos maiores nomes da história do cinema.