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23 julho, 2013

Perfil: Jane Austen

    Jane Austen é uma das escritoras mais populares da atualidade.
    Mas, peraí... ela não tá morta há quase duzentos anos?
   Sim; a inglesa nasceu em 1775 e morreu em 1817. Então, deixa eu corrigir: Jane Austen é uma das escritoras mais populares de todos os tempos.
   Mesmo assim, convenci ela a fazer uma visitinha no quadro Perfil de hoje; fica com medo não, quem veio foi o espírito literário dela, hehe.


    Pra começar, ela era filha do reverendo George Austen e de Cassandra Leigh; foi a segunda mulher dentro de sete irmãos. Aos oito anos, ela e sua irmã Cassandra foram enviadas para um internato, onde recebeu educação; quando voltou do colégio interno, pôde ter acesso à biblioteca da família.

    Aos dezenove anos, a autora terminou seu primeiro livro, Lady Susan. Em 1797, já tinha concluído dois romances: Razão e Sensibilidade e Orgulho e Preconceito. Quando o pai dela os ofereceu à uma editora, foram rejeitados; a publicação só veio a acontecer em 1811 e 1813, respectivamente,  sendo assinados pelo codinome "uma senhora".

    A principal característica dos romances dela é a busca da mulher pelo casamento. Os seus livros são marcados pela ironia ao retratar alguns personagens; por mais que sua obra possa parecer simples e inocente, percebe-se nas entrelinhas uma critica à sociedade e aos seus costumes.

    Jane Austen nunca se casou, mas acredita-se que ela teve vários namorados durante sua vida. Morreu em 1817, aos 42 anos, vítima do mal de Addison, deixando inacabado o romance Sanditon.

     Vamos conhecer um pouco da obra dessa autora?

Orgulho e Preconceito (1813)


Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, protofeminista. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína — recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na classe em que nasceu.






Razão e Sensibilidade (1811)





Este romance concentra sua narrativa nas idílicas tramas de amor e desilusão em que duas belas irmãs inglesas se envolvem - Elinor e Marianne Dashwood - quando chega a idade do casamento. À procura do amor verdadeiro, as filhas órfãs de uma família pertencente à pequena nobreza enfrentam o mundo repleto de interesses e intrigas da alta aristocracia. Marianne e Elinor representam polos opostos do universo ético de Austen - enquanto Marianne é romântica, musical e dada a rompantes de espontaneidade, Elinor é a encarnação da prudência e do decoro. 





Mansfield Park (1814)


A tímida Fanny Price vive desde criança com parentes ricos em Mansfield Park, uma bela propriedade no interior da Inglaterra. Com o tempo, aproxima-se de Edmund, único entre seus primos que compartilha sua paixão pelos livros. A chegada dos irmãos Henry e Mary Crawford à vizinhança encanta todos os habitantes de Mansfield Park – exceto Fanny, a única capaz de perceber a imoralidade dos recém-chegados. Dotada de uma fantástica ironia e uma incrível capacidade de observação, Jane Austen retrata a sociedade inglesa do início do século XIX. Com sua trama repleta de conflitos sentimentais e personagens frívolas, sonhadoras e ambiciosas, este romance destaca o triunfo da verdadeira virtude sobre as aparências. Esta edição de bolso teve tradução de Mariana Menezes Neumann.





Emma (1816)




Emma Woodhouse, uma jovem bonita, inteligente e encantadora, está decidida a jamais se casar. Ela já possui toda a fortuna e a independência de que precisa e sente-se perfeitamente satisfeita com sua situação, o que não a impede de se divertir planejando casamentos entre as pessoas que a cercam. Ao conhecer Harriet Smith, uma moça de status social mais baixo, Emma decide ajudá-la a encontrar um pretendente que seja um verdadeiro cavalheiro. Porém, a jovem descobre que interferir demasiadamente na vida dos outros pode por em risco a própria felicidade. Para garanti- la, Emma deve superar seus preconceitos e compreender melhor o que se passa em seu coração. Marcado pela inigualável ironia de Jane Austen e repleto de diálogos geniais, Emma é um retrato vívido da situação das mulheres na Inglaterra do início do século XIX.



Persuasão (1818)


O enredo deste empolgante livro gira em torno dos amores de Anne Elliot que se apaixonara pelo pobre, mas ambicioso jovem oficial da marinha, capitão Frederick Wentworth. A família de Anne não concorda com essa relação e a convence romper seu relacionamento amoroso. Anos após Anne reencontra Frederick, agora cortejando sua amiga e vizinha, Louisa Musgrove. "Persuasão" é amplamente apreciado como uma simpática história de amor, de trama simples e bem elaborada, e exemplifica o estilo de narrativa irônica de Jane Austen, sendo original por diversos motivos, entre eles, pelo fato de ser uma das poucas histórias da escritora que não apresenta a heroína em plena juventude. O romance também é um apanágio ao homem de iniciativa, através do personagem do capitão Frederick Wentworth que parte de uma origem humilde e que alcança influência e status pela força de seus méritos e não através de herança. 


A Abadia de Nothanger (1818)

A Abadia de Northanger é considerado um dos trabalhos mais ligeiros e divertidos de Jane Austen. De facto, para além dos ambientes aristocráticos da fina-flor inglesa do século XVIII, encontramos aqui uma certa dose de ironia, sátira e até comentário literário bem-humorado.
Catherine Morland é porventura a mais estúpida das heroínas de Austen. A própria insistência no termo “heroína” ao longo da obra e a constatação recorrente do quão pouco este epíteto se adequa à personagem central fazem parte da carga irónica da história. E se Catherine é ingênua para lá do que seria aceitável, e o seu amado Henry a personificação de todas as virtudes masculinas mais do que seria saudável, a perfídia dos maus da fita - amigos falsos, interesseiros e fúteis – não lhes fica atrás no exagero. Tudo isto seria deveras irritante não fora o tom divertido com que Austen assume ao longo das duas partes que constituem este livro o quão inverosíméis são as suas personagens… 



    Todos os principais livros delas foram adaptados para o cinema, sendo algumas adaptações bem recentes. Destaque para Orgulho e Preconceito, de 2005, com a dupla Joe Wright na direção e Keira Knightley estrelando. É um dos meus filmes preferidos, além do mais, eu amo a Keira. 


    O livro Razão e Sensibilidade também ganhou, em 1995, uma belíssima adaptação com Emma Thompson (nossa querida Profª Trelawney), Alan Rickman (nosso grandioso Profº Snape), Kate Winslet e Hugh Grant. Com sete indicações para o Oscar, o filme venceu na categoria Melhor Roteiro Adaptado, pelo roteiro de Emma Thompson.



    Em 1996, a sempre linda Gwyneth Paltrow estrelou Emma, ao lado de Jeremy Northram, James Cosmo e o brilhante Ewan McGregor. O filme foi indicado a dois Oscar, e venceu em uma categoria.




    Se você ainda não leu Jane Austen, vale a pena ler; principalmente se você gosta do gênero romance. Afinal, ela é a mãe da forma moderna desse gênero. E a eterna mestra.

Fonte das Imagens: Google Imagens
Fonte das Sinopses dos Seis Livros: Skoob e Editora Record
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por Diego B. Oliveira