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30 julho, 2013

Os 10 Maiores Detetives da Ficção

    Os detetives são, geralmente, personagens inteligentes (tá bom, alguns nem tanto), responsáveis por investigar casos diversos, desde criminais e românticos até assuntos corriqueiros. Hoje em dia estão presente nos mais diversos filmes, livros, séries e, enfim, em todas as mídias possíveis.
    Mas peraí, nem todos usam o nome 'detetive'. Na verdade, raramente algum deles são 'profissionais desse ramo'. Preparamos uma lista com os mais populares detetives da ficção e, entre eles, têm super-heróis, assassinos seriais, espiões e até mesmo (ooohhh!) animais.

10 - C. Auguste Dupin

    Dupin foi o primeiro detetive da ficção, tendo sido criado pelo mestre do sobrenatural Edgar Allan Poe e apareceu pela primeira vez no famoso conto Os Assassinatos da Rua Morgue. Ele aparece em apenas três histórias, mas foi o primeiro a usar a arte da dedução em suas investigações.




9 - Dexter Morgan

    Dexter é o famoso serial killer da série de televisão que leva o mesmo nome. Mas se apresenta como um sociável analista forense que trabalha para o departamento de polícia.




8 - Miss Marple

    Miss Marple é uma detetive amadora criada pela rainha do crime Agatha Christie, e é uma das personagens mais conhecidas da autora. Aparece em doze romances e vinte contos; desde então já foi adaptada para a televisão e para o cinema.




7 - Adrian Monk

    Monk é um detetive de homicídios da série de televisão homônima. Tem transtorno obssessivo-compulsivo e, quando sua esposa é assassinada, Monk tem um colapso, suas fobias se agravam e ele é afastado do cargo. Sobre ele só posso dizer... que é um detetive diferente.




6 - Gil Grissom

    O CSI mais famoso de todos. Gil Grissom é um dos personagens centrais da série de tevê CSI - Investigação Criminal, série que inovaria o gênero e que originaria mais 2 spin-offs (entre outros não assumidos, rsrs). Grissom é um entomólogo forense, e trabalha em um laboratório criminal em Las Vegas.




5 - Veronica Mars

    Verônica Mars também tem uma série televisiva com o seu nome. De dia, é apenas uma colegial comum mas, após a escola, atua na firma do pai como espiã e investigadora. A série terminou em sua 3ª temporada, deixando muitos fãs saudosos esperando uma continuação...




4 - Batman

    O Batman, detetive? Pois é. Um dos mais famosos super-heróis de todos os tempos, Batman usa sempre sua incrível inteligência (e sua nada modesta grana) para investigar os criminosos de Gotham City. Aliás, sem a sua inteligência, Batman não seria o Batman, afinal, ele não tem super poderes e conta apenas com suas habilidades. E, na minha opinião, é claro, ele é o melhor dos super heróis.




3 - Scooby Doo

    O mais famoso cachorro do mundo atua como detetive para a Mistérios S.A., juntamente com Salsicha, Velma, Fred e Daphne. Divertido e trapalhão, não possui a mínima inteligência investigativa, mas são através de seus 'acidentes' e suas trapalhadas que muitos crimes são descobertos e muitos vilões, desmascarados. 




2 - Hercule Poirot

    Hercule Poirot é um dos detetives mais célebres do mundo e o personagem principal da maioria dos livros da grande Agatha Christie. Ele aparece em mais de 40 romances da autora, inclusive no famoso Assassinato no Expresso Oriente. O detetive belga é também o protagonista da série de televisão britânica Agatha Christie's Poirot, que está no ar desde 1989.




1 - Sherlock Holmes

    Sherlock Holmes não é só o mais famoso detetive de todos os tempos, mas um dos personagens mais conhecidos de toda a literatura universal. Mesmo quem nunca leu os livros escritos por Sir Arthur Conan Doyle sabe quem é esse ilustre detetive. Mora em Londres junto com seu também famoso amigo Dr. Watson.
    Holmes já foi adaptado para todas as mídias conhecidas. Recentemente, foi brilhantemente interpretado por Robert Downey Jr. em dois filmes. Mas, na minha opinião, o ator que melhor o representa é Benedict Cumberbatch, da série britânica Sherlock, uma das mais geniais já feitas em todos os tempos (e esse ano vai ter terceira temporada!)



    Dessa lista, apenas dois nomes vão manter as mesmas posições em todas listas do mundo: Sherlock Holmes e Hercule Poirot. 
     E você, conhece algum detetive?

por Diego B. Oliveira

28 julho, 2013

Resenha: Outono, de Valéria Schmitt

    É, pessoal, atrasei um pouco na resenha, mas enfim ela saiu, hehe. Hoje vou falar do encantador livro da autora parceira Valéria Schmitt, Outono, e se nessa louca madruga eu errei alguma coisa, peço desde já desculpas. Peraí, deixa eu piscar um pouquinho.... pisquei. Simbora!



Autora: Valéria Schmitt
Editora: Clube de Autores
Páginas: 292
Nota do Peças: 4/5


Sinopse: Após uma badalada festa de aniversário na qual compareceu a cidade inteira, a jovem Carolina tem sua vida transformada ao descobrir que é na verdade uma poderosa bruxa. E ela tem uma grande missão pela frente: combater e derrotar o perigoso Hypollitus, cujo principal objetivo é tomar o Poder. Além disso, sente seu coração dividido entre Bernardo, seu popular namorado, e Erick, seu jovem e enigmático instrutor de magia...



    Se alguém pensou que não existiam bruxos no Brasil, sinto muito, mas vou ter que desapontá-lo. Eles existem aqui sim, mais propriamente em uma pequena cidade mineira chamada Pitangui.

    Ali mora Carolina Jardim, uma garota normal que está prestes a completar 16 anos. É um pouco tímida, não tem muitos amigos e nutre uma paixão secreta por Bernardo, o jogador bonitão da escola. Mas sua vida começa a dar uma reviravolta quando sua mãe convida a cidade inteira para sua festa de aniversário; e tem mais: a banda mais badalada do momento foi contratada para tocar no evento.

    Se, por um lado, Carolina não entende por que a mãe está fazendo aquilo, por outro ela vira uma espécie de estrela na escola. As garotas querem que ela seja líder de torcida, os rapazes agora reparam nela e, o melhor de tudo, Bernardo a convida para sair. Depois de alguns encontros, os dois acabam se tornando namorados.

    Enfim, chega o dia da tão esperada festa; a cidade inteira está lá, assim como uma multidão de parentes que Carolina nem sabia que existia. Mas antes da meia-noite, a festa acaba, todo mundo vai embora alegando estar cansado e que já está tarde, e fica ali só algumas pessoas usando vestes estranhas e incomuns. Então a verdade é revelada: a festa fora apenas um disfarce para o momento da revelação. Carolina descobre que ela é na verdade uma poderosa bruxa, assim como toda a sua família, e seu destino é enfrentar o perigoso e malvado Hypollitus, que quer por tudo tomar o Poder. 

    Para ser treinada, ela contará com a ajuda do enigmático e encantador Erick, que já aparecera em seus sonhos antes mesmo ela o conhecesse. Mas, após algum tempo, ela percebe que está sentindo alguma coisa por ele, e seu coração fica completamente dividido. Quem ela realmente ama, Bernardo ou Erick? E Hypollitus continua lá fora, cada vez mais ameaçador...

    Magia, ação, humor e romance: é isso que você vai encontrar no primeiro livro juvenil da autora mineira Valéria Schmitt. Eu já tinha comentado aqui que estava gostando do texto, principalmente, por sua boa história e sua linguagem fácil e fluente. Desde o momento que você lê o primeiro capítulo, você mergulha de vez em Pitangui, caminha pelos belos locais históricos da cidade e adentra no mundo mágico e confuso de Carolina.

    E, antes que alguém possa comparar a obra com Harry Potter, a própria escritora brinca com a semelhança ao decorrer do livro. E eu quero ressaltar que essa semelhança só existe na temática, não no conteúdo. 

"Agora, fique sossegada, Lord Voldemort não existe, pelo menos não do jeito que você imagina."

    Eu posso dizer que me emocionei, me diverti, vibrei e torci com essa leitura. Valéria soube construir muito bem os seus cenários, as cenas de batalha e as transcrições dos sentimentos. O leitor meio que entra na cabeça de Carolina e lê todos os seus pensamentos, consegue enxergar o seu coração.

    Outono é o primeiro de uma série de quatro livros, cada um com o nome de uma estação. Eu particularmente estou ansioso para ler o restante da série, porque a autora soube deixar algumas pontas soltas que, ao mesmo tempo que fecha com perfeição a história do primeiro livro, abre espaço para uma nova e envolvente continuação.

Gostou do livro?
Compre-o agora em sua: Versão Impressa ou em E-book.

por Diego B. Oliveira

26 julho, 2013

Autor Parceiro #3: Alma Cervantes

    Essa nova parceria me deixou particularmente feliz. Alma Cervantes é um jovem escritor que está estreando agora na literatura, com um livro chamado Se Arrependimento Matasse. E  já o considero uma grande inspiração para todos os jovens (como eu, hehe) que querem ser escritores. 
    Influenciado por nomes como Agatha Christie e o autor japonês Ryukushi07, Alma construiu um romance policial envolvente e repleto de mistério e suspense; ainda não li o livro, mas as minhas expectativas são as melhores. Alma Cervantes é certamente um grande exemplo a ser seguido.


O Autor

Alma Cervantes é admirador da Língua Portuguesa desde a infância e grande fã dos romances policiais de Agatha Christie. Faz sua estreia na literatura com o romance policial "Se Arrependimento Matasse".


O Livro


Sinopse: Alex, Alice e Rebeca são grandes amigos e decidem se reencontrar depois de alguns anos sem se verem. O lugar escolhido é o hotel dos pais de Alex, mas o que parecia uma viagem especial, repleta de conversas agradáveis e descontraídas com os outros hóspedes durante o jantar se transforma, em seguida, num pesadelo. Quando os três se preparam para dormir, ouvem batidas desesperadas à porta e seguem ao salão, onde logo descobrem que o cozinheiro fora assassinado. Com a comoção, somada à dificuldade de fuga devido à tempestade e névoa lá fora, a confusão logo se instala no hotel, além de um desagradável clima de suspeita entre os hóspedes. Tensão. A revelação de um detetive. E um desfecho surpreendente. 




    Pra quem quiser conhecer mais o autor, e só dar uma olhada nesse vídeo do lançamento do livro, na livraria Saraiva, onde o autor fala sobre a obra , suas inspirações e, é claro, autografa, rsrs. 





   
     Espero em breve estar resenhando o livro aqui no blog. Abraços!

por Diego B. Oliveira


25 julho, 2013

Cine Resenha: Meia-Noite em Paris

    Você alguma vez já pensou que seria melhor se tivesse nascido em outra época?
    Eu já. Às vezes eu simplesmente paro e penso: isso não tá certo. Deu falha no sistema de entregas da cegonha e ela me entregou no século errado. (Também, trabalhando pro Correios, ela acabou perdendo a noção do tempo...)
    Woody Allen explora esse sentimento quase comum em um maravilhoso filme com Owen Wilson, Rachel McAdams e a encantadora Marion Cotillard. E o melhor de tudo: ele usa como plano de fundo Paris. A minha cidade preferida no mundo.







Filme: Meia-Noite em Paris
País/Ano: EUA/ Espanha , 2011
Gênero: Comédia
Duração: 94 min
Dirigido por Woody Allen com Owen Wilson, Marion Cotillard, Rachel McAddams, Tom Hiddleston, Adrien Brody, Michael Sheen e Alison Pill, entre outros.







    Gil é um roteirista de cinema americano que está tentando escrever seu primeiro livro. Seu sonho é morar em Paris, cidade que ele idolatra e que serviu de inspiração aos grandes escritores do passado. Mas sua noiva, Inez (que, aliás, é muito chata, embora Rachel continue sendo uma atriz adorável) quer construir a vida ali mesmo, nos Estados Unidos; além disso, ela insiste que ele dê mais atenção à renumerada carreira de roteirista do que a tolas ambições literárias.


    Acompanhados pelos pais da noiva, eles vão a Paris passar as férias. Gil se sente feliz, pois poderá andar pela cidade na chuva, entrar nas antigas lojas, respirar o mesmo ar que seus mestres respiraram... Enfim, ter inspiração para o seu livro. Mas quando chegam lá a história é outra. Mal botam os pés na cidade e já encontram com um antigo, exibido e pedante amigo de Inez. Encantada, a noiva logo marca em saírem todos juntos para um passeio pela cidade, o que na verdade é tudo que o escritor menos quer.

    E não demora muito para Gil se sentir insatisfeito; odeia os passeios com a noiva e com o amigo irritante. Certa noite, consegue se afastar deles e põe-se a andar sozinho pelas ruas da cidade. Quando dá meia-noite, passa um carro antigo e para na frente dele; seus ocupantes, animados, o convidam para ir à uma festa. Quando o escritor entra no carro, descobre que está na frente de Scott e Zelda Fitzgerald. 

    Assim, todas as noites, quando entra naquele carro, Gil é transportado para o passado, em 1920, onde acaba encontrando seus grandes ídolos: Ernest Hemingway, T. S. Elliot, Picasso, Dalí, Buñuel e muitos outros. E, nessas idas ao passado, acaba se encontrando e apaixonando por Adriana (interpretada pela belíssima Marion Cotillard), uma jovem mulher que sempre teve uma queda por artistas.


   Esse é o meu filme preferido do Woddy Allen; ainda não sei se é porque passa em Paris, ou se simplesmente porque fala de algo que eu já senti muito: a impressão de que se nasceu na época errada. Além do mais, a imagem do filme é incrível; as cenas de Paris fazem até quem nunca gostou da cidade sentir vontade de conhecê-la...

    Os personagens históricos são o maior trunfo do filme. Todos os atores conseguiram empregar um tom de humor e sátira às figuras caricatas dos escritores famosos, e eu destaco especialmente Tom Hiddleston (o Loki dos Vingadores) e Alison Pill na pele do casal Fitzgerald. Os dois tem uma química incrível, e mal eles aparecem no carro chamando Gil, a gente já sente uma enorme simpatia por eles.

    E o Ernest Hemingway é o grande coadjuvante dessa história. É até engraçado, porque nem parece que aquele personagem cativante e engraçado é o mesmo autor do melancólico livro O Velho e o Mar... Woody Allen como sempre surpreendendo. 

    Depois de ver esse filme, é normal que você fique louquinho para ir a Paris, esperando lá que um carro te pare e aquele escritor que você tanto gosta te convide para uma festa, em algum lugar do passado...

por Diego B. Oliveira

    

23 julho, 2013

Perfil: Jane Austen

    Jane Austen é uma das escritoras mais populares da atualidade.
    Mas, peraí... ela não tá morta há quase duzentos anos?
   Sim; a inglesa nasceu em 1775 e morreu em 1817. Então, deixa eu corrigir: Jane Austen é uma das escritoras mais populares de todos os tempos.
   Mesmo assim, convenci ela a fazer uma visitinha no quadro Perfil de hoje; fica com medo não, quem veio foi o espírito literário dela, hehe.


    Pra começar, ela era filha do reverendo George Austen e de Cassandra Leigh; foi a segunda mulher dentro de sete irmãos. Aos oito anos, ela e sua irmã Cassandra foram enviadas para um internato, onde recebeu educação; quando voltou do colégio interno, pôde ter acesso à biblioteca da família.

    Aos dezenove anos, a autora terminou seu primeiro livro, Lady Susan. Em 1797, já tinha concluído dois romances: Razão e Sensibilidade e Orgulho e Preconceito. Quando o pai dela os ofereceu à uma editora, foram rejeitados; a publicação só veio a acontecer em 1811 e 1813, respectivamente,  sendo assinados pelo codinome "uma senhora".

    A principal característica dos romances dela é a busca da mulher pelo casamento. Os seus livros são marcados pela ironia ao retratar alguns personagens; por mais que sua obra possa parecer simples e inocente, percebe-se nas entrelinhas uma critica à sociedade e aos seus costumes.

    Jane Austen nunca se casou, mas acredita-se que ela teve vários namorados durante sua vida. Morreu em 1817, aos 42 anos, vítima do mal de Addison, deixando inacabado o romance Sanditon.

     Vamos conhecer um pouco da obra dessa autora?

Orgulho e Preconceito (1813)


Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, protofeminista. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína — recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na classe em que nasceu.






Razão e Sensibilidade (1811)





Este romance concentra sua narrativa nas idílicas tramas de amor e desilusão em que duas belas irmãs inglesas se envolvem - Elinor e Marianne Dashwood - quando chega a idade do casamento. À procura do amor verdadeiro, as filhas órfãs de uma família pertencente à pequena nobreza enfrentam o mundo repleto de interesses e intrigas da alta aristocracia. Marianne e Elinor representam polos opostos do universo ético de Austen - enquanto Marianne é romântica, musical e dada a rompantes de espontaneidade, Elinor é a encarnação da prudência e do decoro. 





Mansfield Park (1814)


A tímida Fanny Price vive desde criança com parentes ricos em Mansfield Park, uma bela propriedade no interior da Inglaterra. Com o tempo, aproxima-se de Edmund, único entre seus primos que compartilha sua paixão pelos livros. A chegada dos irmãos Henry e Mary Crawford à vizinhança encanta todos os habitantes de Mansfield Park – exceto Fanny, a única capaz de perceber a imoralidade dos recém-chegados. Dotada de uma fantástica ironia e uma incrível capacidade de observação, Jane Austen retrata a sociedade inglesa do início do século XIX. Com sua trama repleta de conflitos sentimentais e personagens frívolas, sonhadoras e ambiciosas, este romance destaca o triunfo da verdadeira virtude sobre as aparências. Esta edição de bolso teve tradução de Mariana Menezes Neumann.





Emma (1816)




Emma Woodhouse, uma jovem bonita, inteligente e encantadora, está decidida a jamais se casar. Ela já possui toda a fortuna e a independência de que precisa e sente-se perfeitamente satisfeita com sua situação, o que não a impede de se divertir planejando casamentos entre as pessoas que a cercam. Ao conhecer Harriet Smith, uma moça de status social mais baixo, Emma decide ajudá-la a encontrar um pretendente que seja um verdadeiro cavalheiro. Porém, a jovem descobre que interferir demasiadamente na vida dos outros pode por em risco a própria felicidade. Para garanti- la, Emma deve superar seus preconceitos e compreender melhor o que se passa em seu coração. Marcado pela inigualável ironia de Jane Austen e repleto de diálogos geniais, Emma é um retrato vívido da situação das mulheres na Inglaterra do início do século XIX.



Persuasão (1818)


O enredo deste empolgante livro gira em torno dos amores de Anne Elliot que se apaixonara pelo pobre, mas ambicioso jovem oficial da marinha, capitão Frederick Wentworth. A família de Anne não concorda com essa relação e a convence romper seu relacionamento amoroso. Anos após Anne reencontra Frederick, agora cortejando sua amiga e vizinha, Louisa Musgrove. "Persuasão" é amplamente apreciado como uma simpática história de amor, de trama simples e bem elaborada, e exemplifica o estilo de narrativa irônica de Jane Austen, sendo original por diversos motivos, entre eles, pelo fato de ser uma das poucas histórias da escritora que não apresenta a heroína em plena juventude. O romance também é um apanágio ao homem de iniciativa, através do personagem do capitão Frederick Wentworth que parte de uma origem humilde e que alcança influência e status pela força de seus méritos e não através de herança. 


A Abadia de Nothanger (1818)

A Abadia de Northanger é considerado um dos trabalhos mais ligeiros e divertidos de Jane Austen. De facto, para além dos ambientes aristocráticos da fina-flor inglesa do século XVIII, encontramos aqui uma certa dose de ironia, sátira e até comentário literário bem-humorado.
Catherine Morland é porventura a mais estúpida das heroínas de Austen. A própria insistência no termo “heroína” ao longo da obra e a constatação recorrente do quão pouco este epíteto se adequa à personagem central fazem parte da carga irónica da história. E se Catherine é ingênua para lá do que seria aceitável, e o seu amado Henry a personificação de todas as virtudes masculinas mais do que seria saudável, a perfídia dos maus da fita - amigos falsos, interesseiros e fúteis – não lhes fica atrás no exagero. Tudo isto seria deveras irritante não fora o tom divertido com que Austen assume ao longo das duas partes que constituem este livro o quão inverosíméis são as suas personagens… 



    Todos os principais livros delas foram adaptados para o cinema, sendo algumas adaptações bem recentes. Destaque para Orgulho e Preconceito, de 2005, com a dupla Joe Wright na direção e Keira Knightley estrelando. É um dos meus filmes preferidos, além do mais, eu amo a Keira. 


    O livro Razão e Sensibilidade também ganhou, em 1995, uma belíssima adaptação com Emma Thompson (nossa querida Profª Trelawney), Alan Rickman (nosso grandioso Profº Snape), Kate Winslet e Hugh Grant. Com sete indicações para o Oscar, o filme venceu na categoria Melhor Roteiro Adaptado, pelo roteiro de Emma Thompson.



    Em 1996, a sempre linda Gwyneth Paltrow estrelou Emma, ao lado de Jeremy Northram, James Cosmo e o brilhante Ewan McGregor. O filme foi indicado a dois Oscar, e venceu em uma categoria.




    Se você ainda não leu Jane Austen, vale a pena ler; principalmente se você gosta do gênero romance. Afinal, ela é a mãe da forma moderna desse gênero. E a eterna mestra.

Fonte das Imagens: Google Imagens
Fonte das Sinopses dos Seis Livros: Skoob e Editora Record
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por Diego B. Oliveira