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29 agosto, 2013

Eles não sabem nada de amizade.



    Não. Eu não comemorei sua entrada na universidade. Não fui para as melhores festas com você. Não conheci seus novos amigos. Não conheci seu novo namorado. Nem servi de colo quando o namoro acabou. O tempo, a distância, os compromissos, as diferenças e as mudanças separaram a gente. Muitos diziam por aí que não éramos mais amigas. Alguns, até, ousaram dizer que nunca fomos. Amigas, quero dizer. Que nunca fomos amigas, você acredita? 

    Quando seu pai morreu, você não me ligou. Você mandou apenas uma mensagem, assim que recebeu a notícia: “preciso de você”, escreveu. Eu estava a, pelo menos, mil quilômetros de distância de você. Eu morava em outra cidade, estava casada e tinha dois filhos. E você mandou uma mensagem dizendo apenas “preciso de você”. Eu não sabia se você tinha sofrido um acidente, se alguém tinha morrido, se você tinha descoberto que estava grávida ou se apenas tinha acabado mais um namoro. Não importava. Eu arrumei uma mala com poucas coisas, liguei para o meu marido, avisei que iria viajar. Comprei uma passagem com um preço absurdo. Peguei um voo com muita turbulência. Paguei um táxi até a sua casa. E estive lá.

    Estive lá quando você precisou de mim.

   O velório estava vazio. As amigas que comemoraram sua entrada na faculdade não estavam lá. Seus companheiros de festa também não. Nem seu ex-namorado, que jurou no fim que você podia contar com ele para qualquer coisa. Poucos estavam do seu lado no momento mais difícil da sua vida até então. 

    Eu segurei sua mão durante todos os momentos. Fiquei ao seu lado enquanto desejavam os pêsames. Te abracei e escutei seu choro. Segurei seu corpo para você não desabar. 

    Porque isso chama amizade. Mesmo com o tempo, a distância e os desencontros. Mesmo eu não estando aqui sempre. Mesmo com os novos amigos, os novos amores e os novos objetivos. Bastou uma mensagem, um “preciso de você” e pronto. 

    Eu estive aí. 

    Sempre estive. 

    Sempre estarei.


Texto escrito pela colunista Érica Maria


26 agosto, 2013

Perfil: Steven Stielberg

    Mesmo quem não sabe quem é Steven Spielberg sabe quem é Steven Spielberg. Afinal, sempre que passa um filme dele na Sessão da Tarde o locutor entusiasmado faz questão de anunciar: "uma superprodução do cinema dirigida por Steven Spielberg". É uma das raras ocasiões em que o nome de um diretor é anunciado na tevê, e, pra completar, em uma condição de prestígio maior que a do próprio elenco do filme.
    Afinal, estamos falando do mestre das superproduções.

    Spielberg tem em seu currículo uma enorme série de filmes, que se tornaram sucessos de bilheterias, público e de crítica. Já foi indicado a sete Oscar de Melhor Diretor, tendo levado duas estatuetas: pelo filme A Lista de Schindler, de 1993, e por O Resgate do Soldado Ryan, de 1998. A Lista de Schindler também levou o Oscar de Melhor Filme.
    Pra se ter uma ideia, Spielberg começou a dirigir com apenas 13 anos de idade! Nessa época, ele venceu um concurso de curta-metragem com um documentário sobre guerra de 40 minutos. E daí por diante não pararia mais. Hoje, diretor consagrado, tem uma riqueza estimada em 3,2 bilhões de dólares; já os seus filmes renderam, até o momento, 8,5 bilhões de dólares em todo o mundo.
    A filmografia de Spielberg é realmente extensa; mesmo uma lista dos melhores filmes do diretor ficaria enorme.

    Vamos fazer uma lista, portanto, dos seus filmes mais conhecidos pelo grande público, em ordem cronológica. E tenho certeza de que já ouviram falar de muitos deles...
    Olha só:



Contatos Imediatos do Terceiro Grau, de 1978


Em uma pequena cidade americana vive Roy Neary (Richard Dreyfuss), um chefe de família que, ao presentir a chegada de alienígenas, tem o seu comportamento alterado. Ele fica obcecado pela idéia e começa a investigar a situação, buscando o local de contato dos ET's. Como ele, diversas outras pessoas sentem a presença extraterrestre e rumam para o local do pouso da nave.



E.T. - O Extraterrestre, de 1982


Um garoto faz amizade com um ser de outro planeta, que ficou sozinho na Terra, protegendo-o de todas as formas para evitar que ele seja capturado e transformado em cobaia. Gradativamente, surge entre os dois uma forte amizade. Esse filme é considerado uma das maiores bilheterias da história do cinema, e é a produção que gravou a ouro o nome de Spielberg em Hollywood.



Quadrilogia Indiana Jones, de 1981 a 2008

    Indiana Jones é um dos personagens mais populares do cinema. O famoso arqueólogo estrela quatro filmes: Os Caçadores da Arca Perdida, de 1981, O Templo da Perdição, de 1984, A Última Cruzada, de 1989 e O Reino da Caveira de Cristal, de 2008. O personagem imortalizado por Harrison  Ford é um grande aventureiro, que acima de tudo sempre defendia o valor histórico e cultural de artefatos e tesouros cobiçados pelas mais diversas mentes criminosas do planeta.



A Cor Púrpura, de 1986


Georgia, 1909. Em uma pequena cidade Celie (Whoopi Goldberg), uma jovem com apenas 14 anos que foi violentada pelo pai, se torna mãe de duas crianças. Além de perder a capacidade de procriar, Celie imediatamente é separada dos filhos e da única pessoa no mundo que a ama, sua irmã, e é doada a "Mister" (Danny Glover), que a trata simultaneamente como escrava e companheira. Grande parte da brutalidade de Mister provêm por alimentar uma forte paixão por Shug Avery (Margaret Avery), uma sensual cantora de blues. Celie fica muito solitária e compartilha sua tristeza em cartas (a única forma de manter a sanidade em um mundo onde poucos a ouvem), primeiramente com Deus e depois com a irmã Nettie (Akosua Busia), missionária na África. Mas quando Shug, aliada à forte Sofia (Oprah Winfrey), esposa de Harpo (Willard E. Pugh), filho de Mister, entram na sua vida, Celie revela seu espírito brilhante, ganhando consciência do seu valor e das possibilidades que o mundo lhe oferece.



Trilogia Jurassic Park, de 1993 a 2001

    Da trilogia, Steven Spielberg dirigiu apenas os dois primeiros filmes: Jurassic Park - O Parque dos Dinossauros, de 1993 e O Mundo Perdido de Jurassic Park, de 1997. Em Jurassic Park III Spielberg volta apenas como produtor. Todo mundo já conhece a história do parque onde vivem gigantescos clones dos extintos dinossauros; há desdes os grandes herbívoros aos perigosos carnívoros. E o parque, que era para ser uma grande e única atração turista, se torna um lugar perigoso onde todos tem que lutar pela própria vida.

A Lista de Schindler, de 1993


A inusitada história de Oskar Schindler (Liam Neeson), um sujeito oportunista, sedutor, "armador", simpático, comerciante no mercado negro, mas, acima de tudo, um homem que se relacionava muito bem com o regime nazista, tanto que era membro do próprio Partido Nazista (o que não o impediu de ser preso algumas vezes, mas sempre o libertavam rapidamente, em razão dos seus contatos). No entanto, apesar dos seus defeitos, ele amava o ser humano e assim fez o impossível, a ponto de perder a sua fortuna mas conseguir salvar mais de mil judeus dos campos de concentração.



O Resgate do Soldado Ryan, de 1998


Ao desembarcar na Normandia, no dia 6 de junho de 1944, capitão Miller (Tom Hanks) recebe a missão de comandar um grupo do segundo batalhão para o resgate do soldado James Ryan, caçula de quatro irmãos, dentre os quais três morreram em combate. Por ordens do chefe George C. Marshall, eles precisam procurar o soldado e garantir o seu retorno, com vida, para casa.



A.I. - Inteligência Artificial, de 2001


Na metade do século XXI, o efeito estufa derreteu uma grande parte das colatas polares da Terra, fazendo com que boa parte das cidades litorâneas do planeta fiquem parcialmente submersas. Para controlar este desastre ambiental a humanidade conta com o auxílio de uma nova forma de computador independente, com inteligência artificial, conhecido como A.I. É neste contexto que vive o garoto David Swinton (Haley Joel Osment), que irá passar por uma jornada emocional inesquecível.



Guerra dos Mundos, de 2005


Ray Ferrier (Tom Cruise) é um homem divorciado que trabalha nas docas. Ele não se sente à vontade no papel de pai, mas precisa cuidar de seus filhos, Robbie (Justin Chatwin) e Rachel (Dakota Fanning), quando eles lhe fazem uma de suas raras visitas. Pouco após eles chegarem Ray presencia um evento que mudará para sempre sua vida: o surgimento de uma gigantesca máquina de guerra, que emerge do chão e incinera tudo o que encontra. Trata-se do primeiro golpe de um devastador ataque alienígena à Terra, que faz com que Ray pegue seus filhos e tente protegê-los, levando-os o mais longe possível das armas extra-terrestres.



Lincoln, de 2012


Baseado no livro “Team of Rivals: The Genius of Abraham Lincoln”, de Doris Kearns Goodwin, o filme se passa durante a Guerra Civil norte-americana, que acabou com a vitória do Norte. Ao mesmo tempo em que se preocupava com o conflito, o o 16º presidente norte-americano, Abraham Lincoln (Daniel Day-Lewis), travava uma batalha ainda mais difícil em Washington. Ao lado de seus colegas de partido, ele tentava passar uma emenda à Constituição dos Estados Unidos que acabava com a escravidão.



   Steven Spielberg segue trabalhando  a todo vapor em Hollywood. E sabe o que isso significa? Que certamente inúmeros grandes sucessos ainda estão por vir...


por Diego B. Oliveira

    

21 agosto, 2013

Desde que você se foi



    O relógio já marca duas da manhã de uma madrugada que eu não sei mais de que dia é. Perdi a conta depois de tantas lágrimas. Perdi a conta depois das noites mal dormidas. Perdi a conta depois de você. Ou melhor: tenho evitado contar, porque a saudade que ficou aqui independe do tempo. Tenho sonhado que tudo não passou de uma brincadeira e a qualquer hora você entrará pela porta e se desculpará.

    Desculpa.

    Eu sei que de brincadeira nunca teve nada. É só que uma parte de mim continua se iludindo de que tudo isso é um grande pesadelo. E, enquanto eu me iludo, o ponteiro do relógio circula e me faz lembrar que eu não vou acordar, correr para os seus braços e respirar aliviada. E aí dói de novo como na hora da notícia.

    A parte forte de mim sabe bem que o que sobrou de você ficou em mim. E nas pessoas que você amava. E nas pessoas que ainda te amam. Os seus sorrisos, os seus olhares, os seus abraços, as suas palavras de carinho. Tudo ficou aqui, escancarado em nossas memórias, remoído em nossas lembranças, apertado em nossos corações. Aliás, fazer meu coração continuar batendo tem sido uma das tarefas mais difíceis desde que você se foi. Parece que você levou consigo o combustível que o mantinha saudável. Mas eu insisto. Continuo o deixando em atividade só para guardar você um pouco mais perto. E aí eu tento não desistir.

    Eu tento não olhar o relógio, eu tento não questionar a vida, eu tento não me revoltar com todos. É que no fundo, hoje, eu queria tão pouco perto de tudo o que eu já quis. Eu já quis uma profissão legal, um casamento bonito, uma família maravilhosa. Eu já quis os melhores amigos, eu já quis saúde, eu já quis sucesso. Hoje, eu queria só você. Você e o seu sorriso, você e o seu jeito de dizer que me amava, você e a sua voz. Você só mais um dia. Só mais o abraço que ficou faltando, o beijo que eu jamais vou dar.

    Mas como ainda não dá para te ter de novo, eu vou fazendo o que me resta: honrando a vida que você teve. Sabendo que você continua vivo em algum outro lugar mais lindo. Eu sei o que você diria se estivesse aqui: fica forte, vai em frente, eu quero te ver bem. É difícil, não vou mentir. Desculpa pela minha fraqueza. Pelas lágrimas que eu não evito. Pelo sofrimento que não afasto. Desculpa por estar joelhos, por ter o coração quebrado, por ainda me questionar. Eu levanto daqui, eu juro.

    Eu levanto e te honro. E continuo em frente. E cumpro a minha parte do acordo. Por tudo o que a gente sonhou, por tudo o que a gente sempre quis. Porque, hoje, ainda que eu permaneça muito tempo sem olhar os minutos que você não está, eu sei que você me olha de longe. Eu sei que quer ficar orgulhoso de mim. Eu sei que estará aqui todos os dias da minha vida. E eu vou fazer de tudo para você sorrir – aí, do seu lado do mundo, me olhando e cuidando de mim. 


Texto escrito pela colunista Érica Maria


20 agosto, 2013

Nova Colaboradora do Blog: Érica Maria

    E agora uma grande novidade: o Peças de Oito tem uma nova colaboradora. Sim, sim, ela aceitou participar de toda essa loucura e vai contribuir semanalmente com o blog! Muitos de vocês já devem conhecer a Érica Maria pelo blog Leitor Compulsivo, onde ela também é colunista (assim como eu, hehe). Mas, mesmo assim, vamos conhecer um pouco mais sobre ela?


    Érica Maria, 16 anos, estudante do 3º ano do ensino médio, é futura jornalista e escritora. Não sei falar muito de mim, porque talvez eu ainda esteja me conhecendo. Mas posso te dizer que sou muito amiga e amo conversar com desconhecidos. Sou medrosa, boba e eterna crente nas pessoas e no mundo.
    E por ser um pouco demais para caber aqui dentro, eu sempre quis viver mil vidas que não eram minhas. Daí eu queria ser atriz. Mas, um dia, eu descobri que não era assim que eu colocaria em prática este sonho. E foi aqui, nas palavras jogadas em alguns parágrafos, que eu fui me pegar vivendo histórias que não vivi, mas sentindo amores como se fossem meus. E aí eu descobri que talvez eu nunca faça isso bem o suficiente, mas uma parte de mim sempre vai sorrir ao contar uma história minha, sua, ou da Maria.
    Mas se quiser me encontrar, me procure nas minhas metáforas vazias. Quem sabe você não esbarra com algumas mil Éricas por lá.


    A Érica está começando um blog lindo chamado Ainda Não é um Diário, onde ela posta seus textos e impressões de forma encantadora. Vale a pena conferir!
   Então, Érica, bem vinda ao Peças de Oito! Ficamos muito honrados com o seu apoio!


por Diego B. Oliveira

17 agosto, 2013

Resenha: Se Arrependimento Matasse

    Eu já tinha falado aqui o quanto admirava Alma Cervantes por ser um escritor jovem e talentoso, e isso sem ter lido seu livro. Mas agora que li... Bem, se eu fizesse agora um top 10 de autores nacionais preferidos, adivinha quem estaria entre eles? Então, bora conferir essa resenha.


Autor: Alma Cervantes
Editora: Novo Século
Páginas: 248
Nota do Peças: 5/5

Alex, Alice e Rebeca são grandes amigos e decidem se reencontrar depois de alguns anos sem se verem. O lugar escolhido é o hotel dos pais de Alex, mas o que parecia uma viagem especial, repleta de conversas agradáveis e descontraídas com os outros hóspedes durante o jantar se transforma, em seguida, num pesadelo. Quando os três se preparam para dormir, ouvem batidas desesperadas à porta e seguem ao salão, onde logo descobrem que o cozinheiro fora assassinado. Com a comoção, somada à dificuldade de fuga devido à tempestade e névoa lá fora, a confusão logo se instala no hotel, além de um desagradável clima de suspeita entre os hóspedes. Tensão. A revelação de um detetive. E um desfecho surpreendente. 



“Tensão. A Revelação de um detetive. E um desfecho surpreendente”. 

    Alex, Alice e Rebeca não se viam desde a época do colégio. Por isso a ideia de se reencontrarem soou fascinante; poderiam relembrar os velhos tempos, descobrir o que o destino havia feito com cada um deles e, é claro, se divertirem um bocado. E que lugar melhor para isso do que o hotel dos pais de Alex?

    A noite começa bastante agradável; os amigos põem os assuntos em dia, têm um belíssimo jantar e, logo após, jogam cartas na companhia de alguns dos poucos hóspedes do hotel. Mas, quando os três vão para os quartos e se preparam para dormir, as luzes se apagam repentinamente e batidas desesperadas se ouvem nas portas. Ao descerem para o salão do hotel, onde todos os hóspedes foram reunidos urgentemente, descobrem que houve um assassinato: Victor, o cozinheiro, acabara de ser encontrado morto na cozinha.

    Para complicar a situação, uma tempestade desaba lá fora; nenhum carro está funcionando e a linha telefônica foi cortada. Resumindo: estão todos presos no hotel, com um homem morto na cozinha e um perigoso assassino provavelmente solto entre eles. Todos passam a ser suspeitos do crime; é então que Frederica, uma das hóspedes, toma o controle da situação e começa a investigar e a interrogar cada um ali presente. E assim o fascinante livro de Alma Cervantes começa a se desenrolar, de forma inteligente e brilhante.

    Juro que o que vou dizer é verdade, mas esse foi o melhor romance policial nacional que eu já li. Pra começar, ele não me deixou dormir; fui terminar de lê-lo às 5 da manhã! Quando estava chegando às últimas páginas, fui obrigado a meter um murro no despertador; afinal, eu já estava acordado, e ele estava atrapalhando minha leitura...

    Eu geralmente me orgulho de sempre adivinhar quem é o verdadeiro criminoso antes do fim da história. E, realmente, suspeitei terrivelmente de dois personagens ao longo do livro. Tinha tanta certeza de que era um deles que, na hora da revelação, quase caí da cama: eu nunca estivera tão errado em minha vida! A promessa de um desfecho surpreendente foi habilmente cumprida.

    O clima de suspense, mistério e mesmo de terror percorre todo o livro; o autor acaba desenvolvendo o lado psicológico dos personagens, mostrando a forma como eles reagem ao medo, à dor e à perca. Ora ou outra, você percebe a voz de Alma Cervantes dentro de um personagem, dizendo o pensamento do autor sobre alguns assuntos delicados ou mesmo polêmicos. A obra também traz alguns aspectos bastantes curiosos. Alice, por exemplo, não é o nome de uma mulher, e sim o de um rapaz, que o destino quis que recebesse um nome bastante incomum.

    Eu consegui gostar de tudo nesse livro: desde o seu título bastante sugestivo até ao ritmo vertiginoso que o autor traz à história. Acabei me apaixonando pela detetive e seu jeito calmo e atraente, por aquele hotel grande e ao mesmo tempo macabro, pelas piadinhas sem graças de um dos empregados e pelo jeito extremamente pomposo de outro. Só achei um pouco cansativo quando algumas informações se repetiam durante os depoimentos. Mas isso acontece de jeito tão rápido que não atrapalha em nada a fluência e o estilo cativador do livro.

    Foi tudo tão legal que eu realmente gostaria de ver novos livros do autor seguindo essa mesma linha. Afinal, se tem uma coisa que Se Arrependimento Matasse teve de sobra foi um bom detetive, e um detetive daqueles que merecem ser perpetuados em muitas e muitas outras histórias.


    Gostou do livro? Saiba mais sobre ele:


por Diego B. Oliveira